Os computadores portáteis têm se tornado comuns e juntamente com as tecnologias de comunicação sem fio, estes computadores fornecem uma base para a computação móvel. À medida que a tecnologia de computação móvel amadurece, milhões de pessoas se tornarão usuários móveis, comunicando-se entre si e acessando vários recursos de informação utilizando computadores portáteis, assistentes digitais pessoais, equipamentos de rádio e celular. Em ambientes de negócios, a capacidade de acessar dados críticos independentemente da localização do usuário é ainda mais crucial. Dessa forma, faz-se necessária a disponibilidade das informações corporativas todo o tempo, fazendo com que as aplicações desenvolvidas para as estações de trabalho móveis não parem por falta de dados. Por este motivo devemos entender melhor esta tecnologia e preparar nossas organizações para se beneficiar dela.
A Computação Móvel é o mais recente estágio do desenvolvimento da computação pessoal. Em 1946, Illinois Bell Telephone Company introduziu um serviço de telefonia móvel que permitia usuários na direção de veículos, comunicarem-se com o sistema telefônico. Foi a primeira iniciativa de permitir comunicação bidirecional sem fio. Atualmente temos a popularização do telefone celular, que garante mobilidade dos usuários do sistema telefônico. Podemos dizer que a computação móvel é distinta da clássica computação fixa, devido a mobilidade dos usuários e dos seus computadores e o estreitamento dos recursos móveis sem fio limitados a vida da bateria. Os usuários móveis podem se conectar de pontos de acesso diferentes através de ligações de dispositivos sem fio e podem querer ficar conectados enquanto se movimentam, apesar de uma possível desconexão intermitente. Além disso, os dispositivos móveis movidos a bateria sofrem limitações, dado o tempo de duração de carga da bateria. Portanto, algumas condições típicas do ambiente móvel devem ser consideradas em aplicações que envolvem mobilidade:
· Capacidade de comunicação limitada com largura de banda variável e alta taxa de erros;
· Autonomia de energia limitada por baterias com limite de consumo, de forma que deve-se despender o mínimo de energia com processamento e dispositivos de apoio ao sistema;
· Limites físicos de hardware para garantia de portabilidade, limitando também o poder de processamento e dispositivos;
· Problemas de roteamento de pacotes quando há variação da sub-rede onde está presente o dispositivo móvel;
· Perda temporária de comunicação quando o deslocamento entre as áreas são mantidas por diferentes estações de rádio e exige renegociação de características de acesso.
São muitos os motivos que nos levam a projetar um ambiente de computação móvel. Devemos pensar, em primeiro lugar, que nem todas as pessoas que necessitam do computador estão presentes no escritório. Vendedores são exemplos de trabalhadores com alta mobilidade que necessitam acessar bases de dados remotas e executam operações diversas como: emissão de pedidos; requisição de mercadorias; etc. Mesmo os habituais usuários de computadores de um escritório podem passar por momentos em que terão um difícil acesso ao escritório, como em viagens, cursos, congressos, etc. Neste sentido, podemos enumerar diversas vantagens que um sistema móvel pode oferecer: conforto para utilização em qualquer ambiente; flexibilidade para utilização em diversas aplicações que exijam movimento; disponibilidade independente da localização do usuário.
A exemplo dos computadores pessoais fixos, deseja-se garantir capacidades de comunicação aos computadores móveis por uma estrutura de Rede Sem Fio (Wireless Lan). Um ambiente de computação móvel envolve computadores portáteis (podemos chamar de dispositivos móveis) interligados em rede através de sistema de ondas de rádio. Os dispositivos móveis são ligados em uma rede, que pode estar dividida em sub-redes, cada qual mantida por um grupo de antenas (infra-estrutura fixa), as quais são chamadas de Ponto de Acesso (Access Point). Não é estritamente necessária a presença de pontos de acesso, pois um ambiente de computação móvel pode ser desenvolvido de forma independente de infra-estrutura fixa, o que chamamos de redes AD-HOC, onde os dispositivos móveis se comunicam entre si diretamente através de suas antenas. A infra-estrutura de telefonia celular pode ser utilizada para a conexão de dispositivos móveis em rede. Neste sistema, o dispositivo móvel através de um modem e um telefone celular (alguns aparelhos celulares já possuem um modem embutido) pode se conectar a um servidor de acesso remoto. As estações de rádio são as estações do sistema de telefonia celular (as antenas) e todas as operações de mobilidade são gerenciadas pela camada física deste sistema, provida pelo sistema de telefonia celular.
A maior parte dos profissionais móveis já porta notebooks com grandes depósitos de informações proprietárias. Não obstante, a elevada freqüência de roubos de computadores portáteis traz para todas as organizações significativos desafios quanto à avaliação de riscos. Por isso o crescimento na utilização de PDA (Personal Digital Assistant - Assitente Pessoal Digital) em projetos computacionais móveis tem sido constante nos últimos anos. Num futuro próximo, a capacidade de memória dos PDAs tende a aumentar em muito, se comparado aos padrões atuais, tornando o gerenciamento e a sincronização de dados tarefas mais desafiadoras. Atualizações e sincronização por meio da Internet poderão ser um componente para a solução.
A crescente utilização de equipamentos móveis, como telefones celulares e assistentes pessoais, projeta na indústria da computação uma necessidade de prover recursos para atender a necessidade de conectar qualquer pessoa, em qualquer lugar e a qualquer momento. A indústria de software tem demorado a responder esses desafios, mas as pressões competitivas aumentam a demanda por acesso móvel à informações, e à medida em que essa exigência aumenta indubitavelmente, excelentes oportunidades surgirão para os desenvolvedores que possam satisfazer essas necessidades.
Por: Edemar Marinho - HBtec